domingo, 1 de fevereiro de 2009

Hazzar Badin o Sérpio fugitivo – PARTE III – Uma história de aventura se inicia...

Episódios anteriores
PARTE I
PARTE II

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Hazzar nunca em toda sua criação ao lado de Sahadjy havia tido uma conversa com seu mestre com mais de três frases dele, vendo-o dizer toda aquela história ficou surpreso porém continuou a ouví-lo:


- Bom Hazzar, durante toda minha vida diquei-me a descobir onde estes selos estão e despertar o meu Deus porém sozinho não pude descobrir muita coisa, aliás, como um Knáz não poderia eu abandonar o templo por muito tempo. Minhas saídas como você mesmo sabe apenas se baseam nos dias em que a cidade está sob o efeito das Ventanias Cortantes pois nestes dias o templo obviamente não é visitado. Porém, desde que o vi dormindo nos escombros de sua casa naquele dia em que te adotei sabia eu que um dia você continuaria minha busca. Se você procura um motivo para sua jornada eu tenho este para você.

Naquele momento, abrindo os braços o velho Sahadjy começou a flutuar sobre a pequena biblioteca sob uma alra negra a sua volta, um vento começou a fazer sobrevoar sobre a sala folhas e o pó que nela havia. Hazzar assustado com o que via caiu sobre o chão e não acreditando acompanhava o ocorrido enquanto se apoiava na cadeira mais próxima. Sahadjy sobrevoando fechou seus olhos e os abriu totalmente brancos em seguida sob o poder do lethos (magia de Dhagon), magia esta que Hazzar raramente viu seu mestre usar, logo em seguida uma espécie de holograma como um mapa começou a passar a frente dos dois mostrando Dhagon até afunilar-se ao continente de Phornária ao norte do planeta. Assim que a imagem se formou completamente Sahadjy ainda sobre o efeito do lethos começou a falar:

- Este é o continente de Phornária Hazzar, este continente fica ao norte de Dhagon após Animália e Silvícule a leste e após Naraya e Metália a oeste. Sua busca começará neste continente, conhecido por ser habitado pelos poderosos Drapitílos. Nesta terra você vai encontrar um Draptílo chamado Tohell...

Ao dizer isso a imagem do continente novamente se afunilou por dentro de Phornária até chegar em um imenso castelo feito de pedras vulcânicas erguido em uma base rochosa emergida dentre um dos imensos lagos de larva ardente normais neste continente Vulcânico.

... Este Draptílo encontrou e possui em seu poder o selo que foi escondido lá por Alpha. Porém cuidado Hazzar, este Draptílo é conhecido por escravizar, torturar e fazer experiências mágicas com outras raças. Ele possui imenso poder além de ter uma mente fria e lunática para o mal. Seja cauteloso, durante sua jornada você vai passar por lugares nunca antes visitados por você, vai conhecer pessoas boas e más, amigos e traidores, poderosos e fracos, porém não os faça desistir de sua meta, seu destino é muito maior do que você pode imaginar.

Após dizer tudo isso Sahadjy lentamente foi voltando ao chão fazendo cessar o vento dentro sala. Novamente ele fechou seus olhos e os abriu desta vez com suas pupilas a vista. A alra negra a sua volta também desapareceu e ele voltando ao normal pegou sua capa a qual ele usava para sair dentre as Ventanias Cortantes e dando-a a Hazzar tentando inibir com toda a sua força as lágrimas nos olhos disse mais:

- Pronto Hazzar, tome esta capa para que não esqueça de suas origens e deste velho Knáz que o criou. Tenho orgulho do Sérpio que você se tornou. Agora vá!

Imediatamente Hazzar levantou-se do chão, pegou a capa e também com lágrimas nos olhos pensou em dar um abraço em seu mestre, porém logo em seguida lhe veio em mente o rígido e calado Sahadjy que o criara a qual nunca se permitiria render-se a emoção da despedida. Sendo assim ele, também tentando inibir todo seu sentimentalismo saiu do templo para nunca mais voltar quando ouviu de lá dentro talvez pela ultima vez a voz de Sahadjy dizendo:

- Que os olhos daquele que tudo que vê lhe acompanhem!...F... Fil... Filho!

Naquele instante, já fora do templo, como que uma faca aquela frase o paralisou e por eternos milésimos inúmeras perguntas vieram a sua mente. Seria Sahadjy seu pai? Ou estaria ele apenas dizendo aquilo por força de expressão naquele momento sentimentalista? Talvez por tê-lo criado ele sentia-se seu pai... Ou talvez ele fosse realmente seu pai... Seria esta a resposta para ele ser criado pelo Knáz a qual nunca se apegou a ninguém? Seria esta a resposta para sua mãe ter se suicidado para que Ikrazius nunca descobrisse quem era seu pai? Esta questões foram apenas um grão de areia no imenso deserto de questões que passaram em sua mente naquele instante porém Hazzar engoliu a seco a dúvida que poderia perseguí-lo por toda a sua vida e recompondo-se seguiu adiante até a vila seguinte para encontrar seu amigo Spike e seguirem finalmente rumo a Phornária, o continente mais quente de Dhagon.

Continua...

sábado, 31 de janeiro de 2009

Rondo Episódio III

Confira os episódios anteriores

Episódio 1

Episódio 2

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Ao chegar em Richart, Rondo e Calins se sentiam estranhamente em casa e logo começaram a montar a cabana feita de pedras, madeira e tecidos, que os dois apelidaram de "Quartel General". Enquanto isso, Sins e Thiéres recebiam as "boas vindas" do novo lar...

- Será que aqui tem um bar? Perguntou Sins

-Você bebe? Perguntou espantado Thiéres

-Não, eu quer ir em um bar para compras espadas! Idiota...

- Mal educada.... Deve ter um por ali! Vamos, estou com fome.

Thiéres apontou para o primeiro lado que sua consciência mostrou . E os dois seguiram , cercados pelos olhares de estranhesa dos nativos que não entendiam o que os dois "riquinhos" estavam fazendo ali.
Pouco andaram, os dois novatos foram abordados por 4 pequenos Roelos mal encarados

- Hey burguesa! Disse o que parecia ser líder, segurando o braço de Sins

Sins já estava puxando sua faca quando recebeu um olhar de negação vindo de Thiéres, Sins só balançou o braço soltando a mão do líder.

-Posso ajuda-los? Perguntou com uma cara que mais parecia medo do que qualquer outra coisa.

-Me ajudar? Vocês só me ajudam se der tudo que tem

-Mas, irmão, somos da mesma raça, por que nos prejudicar?

- Mesma raça? Nós não somos da mesma raça ! Voces vivem la , no lado bom, com escolas, hospitais e nós estamos aqui , excluídos pelo mundo, sem justiça alguma...

-Justiça? Não me venha falar de justiça! Disse Sins, puxando sua faca e indo pra cima do líder.

Os outros três tentaram atacar guerreira, mas Thieres os interromperam, distribuindo pancadas com seu pesado livro de duas mil paginas, que ele sempre guardava na bolsa, para emergências....

Não muito longe dali , Rondo e Calins terminaram a casa e já começaram a se preocupar com a demora dos outros companheiros

- Será que o Thi e a Sins... Disse Calins com um olhar malicioso

- Não, improvável . Respondeu Rondo

- Por que?

- A Sins não tem sentimentos.....

E os dois continuaram conversando , quando ouviram o barulho de uma briga, mas nem se preocuparam, isso acontecia toda hora em Richart...

Hazzar Badin o Sérpio fugitivo – PARTE II – A história da criação...

Episódios anteriores
PARTE I

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Assim que Hazzar atingiu seus 18 anos decidiu que ali não era mais seu lugar. Queria ele viver a sua própria vida, suas próprias histórias, queria ele conhecer os mistérios de um mundo tão grande que o cercara. Já sabia ele o suficiente sobre técnicas de luta, manuseio do arco e flecha ( a qual seu amiga Spike o ensinara) sobrevivência no deserto e muito sobre o Deus Ômega a qual tinha servido em prol de Sahadjy até o momento. Hazzar queria também ter um rumo para qual seguir assim que deixasse sua casa, ao contrário de Spike que tinha por si a idéia de que uma viajem sem rumo seria algo mais emocionante e imprevisível. Durante toda a sua juventude Hazzar viveu entre os vilarejos de Sallan e Sahack tendo ele nunca saído de sua cidade. Ao contar a Sahadjy sua intenção de sair dali e a sua busca de apenas um motivo ou rumo para qual seguir Sahadjy sem muitas palavras entendeu a vontade de seu pupilo e mesmo sabendo que ali estaria perdendo seu futuro sucessor ele pediu a Hazzar que o acompanhasse até até sua biblioteca no subsolo do templo onde pegou um livro a qual Hazzar nunca havia o visto antes e começou a contar a Hazzar uma história a qual futuramente mudaria sua vida dizendo:


- A milhões de anos existia sobre todo o universo e que há sobre ele um Deus chamado Ômega. Este Deus era o tudo e o nada, estava ele antes de todas as coisas se formarem. Visto que passaria ele a eternidade só, criou um ser oposto ao seu de poder igual para que o criticasse no que ele fizesse errado e para que pudesse ter alguém oposto a si como companhia para juntos formarem todas as coisas. Criara então o Deus Alpha. Este possuia poder igual ao de Ômega, porém apenas uma coisa Ômega podia fazer e Alpha não, fazer outros Deuses maiores. Este novo Deus assim que surgiu buscou para si todo o conhecimento e sabedoria, porém não era o bastante, sendo assim, Alpha começou a criar mundos, formas e seres para preencherem a expansão porém todos estes eram inanimados e sem movimento algum enquanto Ômega apenas observara. Visto que isto não o agradara, Alpha pediu a Ômega que criasse um poder para que as suas criações pudessem ter vontade própria e dessem a si mesmo seus movimentos. Ômega então criou a Deusa Mystérus que trouxe consigo o poder a qual Alpha havia solicitado a Ômega. Surgiu então a vida, poder este que encantou Ômega de tal forma a qual Alpha logo percebeu que seu criador havia se agradado muito de sua nova criação. Porém logo que Alpha criava e Mystérus vivificava Ômega viu a necessidade de se criar, assim como havia feito para si, um poder oposto a Mystérus a qual pudesse retirar a vida dos seres criados. Criou então contra a vontade de Alpha a Deusa Findhar e junto com ela surgiu a Morte que destruía os seres por inúmeros motivos dando assim um equilíbrio na criação. Havia então quatro Deuses sendo eles Ômega, Alpha, Mystérus e Findhar. Estes quatro Deuses habitavam sobre a expansão do infinito cada um em sua forma e sabedoria. E assim seguiram pela eternidade até o dia que Alpha, ao lado de Mystérus criou um mundo imenso. Era por fim a perfeição que Alpha tanto almejava, havia neste mundo espaço sificiente para criar inúmeras coisas, colocou neste mundo o nome de Dhagon. E assim foi, Alpha ao lado de Mystérus criou a terra, o mar e o fogo dando a eles também o poder de criarem a partir dali. Ômega que tudo observara até então, ficou tão feliz em ver o progresso de Alpha e Mystérus que ao lado de Findhar decidiram ajudar nesta criação doando a este mundo algo da qual seria possível sentir porém não ver, pudesse ser destruidor e imprevisível como Findhar e indiferente e imperceptível como Ômega. Alpha não admitiu a intromissão de Ômega na sua criação e sentiu-se ofendido de tal forma que iniciou uma batalha contra seu criador. Alpha havia em sua carreira buscado tanta sabedoria que logo viu que não poderia derrotar alguém com poder igual ao seu, sem contar que não havia em suas mãos o poder da Morte. No mínimo ficariam os dois batalhando por toda a eternidade. Sendo assim ele criou uma espécie de separação de dimensões na qual jogou Ômega eternamente, ficando livre dele sem precisar destruí-lo. Para que ele não pudesse mais voltar, Alpha selou esta dimensão em dez selos da qual espalhou sobre todos os dez continentes de Dhagon, a sua maior criação em expansão, não feliz com isso ele ainda escondeu a entrada desta outra dimensão também em Dhagon pondo sobre sua porta um guardião. Ômega foi selado ali para sempre enquanto ouvia-se dele dizer que mesmo trancafiado ele continuaria a ser aquele que tudo vê, tudo observa, que continuaria sendo o tudo e o nada e que algum dia retornaria para o acerto de contas com aquele que arrependera de ter criado. Findhar que até então guardava para si a inveja da união entre Alpha e Mystérus aproveitou o momento que Alpha selava Ômega eternamente na expansão para destruir Mystérus, porém ao mesmo tempo que Findhar tinha sobre si o poder da morte, Mystérus tinha o poder da vida. Sendo assim não conseguiu destruir Mystérus por completo, havia sido destruída a forma de Mystérus dentre os deuses porém seu poder de vivificar continuou entre eles. Sobrara da primeira geração de quatro Deuses apenas dois, ou seja, a metade dali em diante. Desta forma, Alpha e o poder da vida que restara de Mystérus criaram os elementos chamados deuses menores e estes por sua vez criaram o que hoje se pode ver em Dhagon. E vive até o dia de hoje o Deus Ômega, aquele que tudo vê, que tudo observa, aquele que é o tudo e o nada, trancado em outra dimensão aguardando o dia em que os dez selos serão encontrados para que só então ele possa ser liberto de sua prisão e reter para si o posto de ser maior entre os Deuses.

Acabando de contar a história, Sahadjy com tom de Orgulho fechou o livro e pondo sua mão sobre o ombro de Hazzar disse que aquele era o dia a qual ele esperava a tantos anos.

Continua...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Rondo, o artista - Episódio 2

Confira os episódios anteriores


Episódio 1

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Rondo desde de seus primeiros dias de estudo sempre foi aplicado, fazia de suas aulas do CRANM algo sagrado, não se atrasando em nenhuma aula, o que causara a inveja de alguns, a admiração de outros e a empatia de poucos, Rondo em toda a sua infância e adolescência teve só três amizades fortes, Thiéres desde criança um matemático genial , conseguia reduzir tudo a números, Sins guerreira com modos extremamente rudes e masculinos e Calins, arqueira , filha de uma família nobre mas que nunca gostou de usar do nome da família para nada. Juntos os quatro ganharam um apelido de “Os Salvadores” já que todos os professores apostavam neles como o futuro Metália, e eles não estavam errados, aqueles quatro jovens ainda mudariam muito, não só o seu reino, mas sim a sua raça...

No seu ultimo ano de escola, “Os Salvadores” resolveram assumir o nome e fazer um projeto que daria energia para todo o reino, acabando com o problema de luminosidade de reino. O projeto era simples , usar a energia da chuva de meteoros que caia na superfície do reino para gerar energia. E lá foram eles, meses e meses de experiências e calculos para que o projeto tivesse a maior veracidade possível. Feito o projeto , ele foi entregue a um dos secretários da assembléia geral, duas horas depois, grupo passeando em frente a mesma , teve uma visão desoladora , seu projeto , fruto de tantos esforços, rasgado e jogado ao chão, Sins com toda sua fúria, quis invadir a assembléia, mas foi detida pela resto do grupo, menos por Rondo, que continuava impassivo, olhando para o teto de seu reino, como se recebesse uma mensagem. Neste momento , Rondo entendeu que Metália não era um lugar para se lutar com a política ou ciências, Metália era um lugar de se fazer justiça com as próprias mãos. Rondo pegou Sins pela mão, olhou em seus olhos por alguns segundos e puxou-a com força, Calins e Thiéres entenderam a mensagem e seguiram Rondo. Horas mais tarde, na casa de Thiéres, “Os Salvadores” tinham a vingança pulsando em seus olhos. Rondo pediu a atenção de todos e falou com uma calma inabalável:

-Vamos sair daqui


-Sair para onde doido? Perguntou Sins

-Para onde nós podemos ser úteis, onde não tivermos esse carimbo de “nobreza” na testa. Respondeu Thiéres

-Exato! Concordou Calins e Rondo

E o grupo saiu, na calada do fim de dia, em direção de Richart, a parte mais pobre e temída de toda Metália.

-Mas professor , “Os Salvadores” não é aquele famoso grupo de ladrões de Metália?

- Sim senhorita Slin, são eles mesmo....

-Senhores, por hoje é só, voltem para suas casas e estudem


-Mas, professor, uma dúvida

-Fale senhorita Slin

-Esse projeto, de usar a energia dos metoros no reino, é usado a 50 anos!

-Eu sei .

-Como isso aconteceu, o projeto não foi jogado fora?

-Isso fica para a continuação da história

-Outra pergunta professor.

-A ultima senhorita Slim

-Se o projeto está em funcionamento a 50 e o Senhor conheceu o grupo projetista, quantos anos o senhor tem?

-er.... Isso também fica para a continuação da história.....

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Episódio 3




domingo, 26 de outubro de 2008

Nasce o herdeiro de Soléria Tempel

Ao extremo norte do continente de Pangéia, há um pequeno vilarejo chamado Volare, onde começa nossa história.
Nesse vilarejo morava uma jovem donzela chamada Soléria. Esta era uma bela garota, com 19 anos, que morava com seu pai, ex-ferreiro do famoso Exército de Dhagon, no Martelo de Pedra a casa de armas mais famosa da região.
Certa noite, após um dia intenso de muito trabalho, Soléria resolve ir para cama mais cedo enquanto seu pai Ferreiro Cothy, como era conhecido desde quando pertenceu ao exército, terminava de limpar a loja da ferraria para ir à taberna.
Soléria adormeceu logo e foi então que teve a sensação de estar acordada, de pé em frente a um homem forte, com uma bela armadura dourada a sua frete e em um lugar onde nunca pensou existir, pois neste lugar não havia chão, portas, cores, ou qualquer outro objeto ou criatura. Não foi difícil de reconhecer este homem como o imponente deus da terra, Brahma. Soléria sentiu sua mão esquentar, como se um raio do sol tocasse sua pele num dia de frio intenso, assim que este nobre deus a pegou e olhando-a profundamente disse:
- Bela donzela, trouxe-a aqui para conceder-lhe algo que muitos almejam. Quero que seja a Knáz da Terra. A senhorita sabe o que isso significa, senhorita Soléria?
Ouvir seu nome ser pronunciado por um deus, o deus Brahma, o mais orgulho e imponente era maravilhoso e motivador. Ela ainda confusa, sem saber exatamente o que estava acontecendo respondeu:
- Serei sua representante máxima para os fies a Vossa Divindade e espero fazer isso da melhor forma possível e sem hesitar qualquer ordem.
Então o deus Brahma, com toda sua imponência soltou a mão da bela donzela e estendeu suas duas mãos com as palmas voltadas para ela e disse:
- Então acorde, pois terá um dia muito difícil e quando se der conta estará tudo muito confuso. Mantenha-se calma que está tudo pré-destinado a acontecer desta forma. Boa sorte bela donzela, nós nos encontraremos no Templo da Terra e não se esqueça que este deve demonstrar todo o imenso poder do deus mais forte.
Ao ouvir estas últimas palavras sendo proferidas pelo deus da terra, Soléria acorda como se nem tivesse deitado, mas sente algo diferente em seu corpo, algo que não podia explicar, mas sabia que havia algo errado por ali. Esta intuição foi confirmada quando gritos de seu pai e de outras pessoas seguidos de brandir de espadas ecoavam até seu quarto.
Soléria partiu desesperada em direção ao som, sentiu seu coração pulsar forte como se quisesse saltar de dentro do seu peito, o suor escorrer por seu rosto e suas as mão tremerem, como se alguém as sacudissem. Quando percebeu já estava no hall da ferraria de seu pai e deparou-se com ele, um senhor de 55 anos e traços de um velho guerreiro aposentado, lutando contra três homens que aparentavam ter metade da idade de seu pai e apresentava o vigor pulsante da juventude.
Um deles já estava muito ferido, pois com uma das mãos brandia sua espada e com a outra tentava estancar um ferimento no abdômen. Também notou que este homem estava com dificuldade para se locomover, pois mancava de uma das pernas.
Os outros dois tentavam defendê-lo e atacavam juntos o seu pai, estes não aparentavam nenhum ferimento e seu pai, ex-oficial do grande Exército de Dhagon, parecia agüentar mais algumas horas de intensa batalha.
A batalha parecia longe do fim e Soléria sentia-se inútil, ao notar-se incapaz de ajudar seu próprio pai, mesmo sabendo que a vida desta pessoa que ela tanto ama está correndo grande risco. Foi neste momento de sua lamentação, esse em que ela se sentia tão impotente e fraca, sabendo que só atrapalharia se tentasse ajudá-lo, que foi surpreendida por uma mão que puxou com força seus cabelos longos e negros e em seguida uma lâmina fria parava a alguns milímetros de seu pescoço. Um homem que parecia ser mais alto dono de uma voz rouca, mas um tanto agressiva disse segurando-a pelos cabelos e com sua adaga prestes a rasgar a garganta de Soléria:
- Hei coroa, é melhor desistir, se não a gata aqui vai acabar perdendo a cabeça de tão nervosa!
Todos os homens liberaram um sorriso entre os lábios, menos o pai de Soléria que nada disse nem expressou, apenas jogou sua espada no chão na posição em que se encontrava. Um dos dois homens que estavam próximos abaixou-se para apanhar a espada enquanto o outro posicionava-se pelas costas de seu pai e o que estava sentou-se próximo do balcão a direita de Soléria. Neste momento tudo foi tão rápido que seria impossível de ser descrito com exatidão por qualquer um que estivesse presente naquele momento, pois duas adagas curtas surgiram das mangas de seu pai, uma foi lançada entre os olhos do homem alto que a segurava e a outra foi fincada na nuca daquele que abaixou para recolher a espada, mas o terceiro, que estava posicionado pelas costas dele, por puro impulso, transferiu um golpe certeiro varando as costas do pai de Soléria, perfurando o coração e saindo pelo peito dele.
A ponta daquela lâmina cheia de sangue, sangue aquele que também corria em suas veias, escorria pelo ferimento até formar uma grande poça no chão. Não houve tempo de mais nada. Soléria ficou estática ao presenciar tudo aquilo e em seguida seu pai tombando ao chão.
O homem ferido levantou-se de num salto e seguiu em direção a Soléria dizendo:
- Agora você vai pagar por tudo que seu pai nós fez sua vad...
E foi interrompido por algo que surgiu do chão entre suas pernas e perfurou seu corpo, quando Soléria estendeu uma de suas mãos em direção a ele e ergueu como se levantasse algo em sua mão. O homem que havia matado o pai dela ficou apavorado ao ver seu parceiro ser ferido por uma lança de rocha que se projetava do solo, varando-o de baixo a cima.
Soléria nada disse, apenas arrancou outra lança recém projetada ao seu lado, virou-se para o último homem vivo naquele hall e atirou contra aquele que acabara de tirar a vida de seu último parente. Este, que virou para tentar desviar daquela lança que ele sabia ser mortal, teve seu coração perfurado da mesma forma em que perfurara seu inimigo a poucos minutos.
Soléria não entendia nada, pois nunca havia usado, visto ou manifestado qualquer dom para magia. Tudo aquilo só poderia ter uma explicação, seu sonho não fora um apenas um sonho, mas sim uma missão designada pelo próprio deus Brahma. E ela devia cumprir o que havia prometido ao deus. Então partiu no meio da noite, sem olhar para trás, e nem se preocupou com o que iriam dizer ou o que iriam pensar, apenas partiu, pois sabia que aquilo estava tudo predestinado a acontecer, como mencionara o próprio deus.
Ela apenas caminhou, não sabia para onde iria, nem onde poderia levar aquele caminho, mas seguiu em frente. Ao amanhecer deparou-se com uma imensa caverna, onde era habitado antigamente por mineradores e estes chamavam-na de Caverna do Diamante por conter apenas diamantes incrustados em seu interior. Foi então que ela teve a idéia de construir ali o templo solicitado por sua divindade e apenas ajoelhou-se e encostou suavemente suas mãos no solo daquele lugar, em seguida surgiu como se nascesse de dentro das paredes da caverna todas aquelas torres e muralhas.
Após todo seu ritual ficou esgotada e adormeceu ali mesmo no solo em que estava. Então Brahma surgiu em seu sonho e disse tocando-lhe a face:
- Obrigado pela coragem, força e perseverança que demonstrou hoje, você sem dúvida é a minha Knáz da Terra e recebera todos os poderes que deve possuir.
Soléria sentiu Brahma abraçar-lhe forte pela cintura e em seguida possuí-la como jamais alguém havia feito.
Volare, o vilarejo, logo mudou para as redondezas do templo junto com outros vilarejos por onde percorreram os boatos do ocorrido, e então foi fundada uma cidade que levava o no de Soléria Tempel.
O deus não a procurou durante um ano inteiro, mas antes desse tempo, mais precisamente em 9 meses, nascia dentro dos muros do Templo da Terra um belo e forte menino cujo a mãe e o pai ele não conheceria tão cedo, pois sua mãe, Soléria, pediu para que uma de suas auxiliares no templo, levassem a criança para outra cidade e deixassem à porta de uma casa, que aparentasse ser de grandes posses, dentro de um cesto e com uma carta com os seguintes dizeres escritos por ela mesma: “Prezados Senhores: espero que cuide bem de meu filho, pois ele é muito especial e temo por sua segurança, pois seu pai poderá matá-lo se descobrir sua existência. Obrigado e que os deuses os protejam”.

Continua...

sábado, 25 de outubro de 2008

Rondo , o artista - Introdução

Aqui começa a minha saga, não vou dizer que é um conto, uma narrativa , um romance ou crônica. Direi que é uma história que vale a pena ler. Divirtam-se!

Em um dia tranqüilo na cidade de Metallus, o professor Octavio Mors começa sua aula no C.R.A.N.M (Centro Roélo de Alternativa a Não Magia):

- Senhores, saudações, na aula de hoje contarei uma história....

- Mas professor, a sua aula não é uso das energias?


- Cale – se! A aula é minha, eu à uso do jeito que quiser. Entendido, senhor Zavars ?

- Sim senhor.

-Bem, voltando ao que falava, hoje contarei a história de um grande amigo que conheci em meus tempos de aventureiro, Rondo “o clown”, para quem não....

-Ah , professor, um clown? O que um palhaço tem a ver com uso das energias?

-Muito senhor Zavars, no mínimo ele sabe ele sabia ser conveniente, coisa que falta ao senhor. Voltan-do ao que falava, “clown” é um estilo de artista nômade. Mas Rondo não era um palhaço qualquer, ele era especial, dizia alguns que era abençoado e outros que era amaldiçoado, mas todos sabiam que não era comum, vamos a história...

Tudo começou na alta burguesia de Metallus, no castelo do prefeito Randy I...

-Randy era conhecido pela mão de ferro com a população menos favorecidos e a corrupção evidente com as classes mais altas, existia até a frase “comida aos ricos , trabalho aos pobres”....


-Muito bem senhorita Slim, sempre muito bem informada...

-Nerd!

-Cale-se senhor Zavars! Voltando a história....

Randy era casado com Rogani, primeira dama carismática, que dizia os boatos, era agredida por seu marido. E esse casamento conturbado concebeu à eles um filho, Rondo, o parto foi feito em uma região muito pobre da cidade, pois Randy a obrigou a acompanhá-lo em uma visita de “faixada” , mesmo sabendo do tempo avançado de gravidez de sua esposa. Desde de seu nascimento, Rondo tinha o povo e a visão da desigualdade em sua mente, desde seu nascimento ele sabia que algo estava errado em sua cidade, em seu reino....


Continua.....

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Episódio 2

Episódio 3

Hazzar Badin o Sérpio fugitivo – PARTE I – A infância de Hazzar


Era da idade de apenas nove anos quando Hazzar pela primeira vez fugiu de casa, seu padrasto Ikrazius Laszan sempre o culpava pela morte de sua mãe Klaníncia Baddin que se suicidou logo após concebê-lo, uma vez que Hazzar era um fruto de uma traição dela, deixando ao lado de seu corpo enforcado por si mesma uma carta a Ikrazius confessando sua traição e pedindo para que ele criasse seu filho a qual deveria se chamar Hazzar, afirmando que não merecia criar o fruto de tal traição. Ikrazius nunca superou o fato de ter que criar um filho que não era seu e ainda por causa deste que nascera, perder sua mulher sem ao menos saber com quem ela teve a tal criança, sendo assim descontava grosseiramente no ainda menino Hazzar o seu desgosto e humilhação.

Vivia Hazzar explorado e humilhado por seu padrasto que a todo momento o julgava culpado pela morte de sua mãe, por várias vezes até amaldiçoava o dia em que ele nascera afirmando que Hazzar foi a desgraça em sua vida. Por não saber o que é uma família, Hazzar era um Sérpio diferente dos outros do vilarejo de Sahack em Sharkencil na Sérpia, onde morava, pois enquanto os garotos de Sahack desprezavam as outras raças ele as via com igualdade, defendia a idéia de que todos devem ser tratados igualmente, talvez pensasse assim por nunca ter recebido um tratamento de afeto por seu pai. Por muitas vezes Hazzar arranjava briga com os outros garotos do vilarejo quando este assunto era motivo de discussão. Quando fugia de casa, Hazzar sempre ia para Sallan, uma pequena vila na cidade de Sharkencil vizinha a vila de Sahack onde também ficou conhecido, pois ali ele convivia com os não Sérpios da cidade que não o desprezavam, pelo menos em sua maioria. Dormia nas casas onde o aceitavam pois preferia isto muitas das vezes do que a vida agoniante que levara com Ikrazius. Tinha Hazzar poucos amigos, aliás apenas teve um , Spike um Félis da mesma idade dele que partilhava da mesma idéia de igualdade e mesmo ainda menino tinha uma casa em Sallan sempre acolhendo Hazzar quando este estava na cidade.
Até que uma vez ao voltar para casa em uma destas fugas encontrou sua vila destruída por uma das “Ventanias Cortantes”(Fenômeno climático de Sérpia que causa ventanias formando tempestades de areia no deserto que invadem as cidades) freqüentes em Sahack e nos meios dos escombros de sua casa o corpo de seu padrasto morto, começava ali a jornada de Hazzar. Após enterrar o que restara de sua família e ficar vários dias dormindo no que sobrou de sua casa, Hazzar foi morar no templo do Deus Ômega na cidade sendo criado desta vez pelo misterioso Sahadjy Knáz da cidade, vivia Hazzar desta vez como “ajudante” de Sahadjy fazendo para ele o serviço pesado como por exemplo buscar galões d'água no poço da vila, limpar o templo, ajudar nos rituais a Ômega, carregar os materiais e utensílios de Sahadjy para lá e pra cá enquanto ao mesmo tempo aprendia com o Knáz técnicas de luta, sobrevivência e o ocultismo do Deus Ômega a qual é um mito em Dhagon e adorado pelos Sérpios. Com Sahadjy, Hazzar deixaria de ser um menino problemático e traumatizado com sua vida cheia de tragédias para se tornar um jovem Sérpio amadurecido. Quando ocorria na cidade as “Ventanias Cortantes” Sahadjy, como de costume, deixava o templo e saia em meio aos ventos para só retornar dias depois, Sahadjy falava pouco e nunca dizia a Hazzar o motivo de tal hábito, que era perigoso por sinal, porém Hazzar sempre que o questionava sobre o assunto Sahadjy permanecia calado até que Hazzar desistiu de saber o motivo para tal. Dentre estas saídas Hazzar aproveitava os dias que Sahadjy não estava no templo para visitar seu único amigo Spike na outra vila. As vezes trazia seu amigo ao templo também, Spike, agora jovem, por morar sozinho não tinha com o que se preocupar ao sair de casa.
Os dois tinham um ao outro como irmãos e tudo que Hazzar aprendera de Sahadjy ensinava a Spike, algumas vezes sem sucesso. Já Spike era um expert no uso do Arco e Flecha e ao conviver com várias raças na sua cidade contava a Hazzar tudo o que ouvia sobre os outros continentes, as raças que conhecera, culturas, histórias e lendas que os povos de outras raças traziam a sua vila. Sonhavam os dois em um dia saírem em uma jornada sem rumo conhecendo Dhagom começando por uma jornada em Sérpia vivendo seus próprios contos, como os que Spike escutava. Os dois não tinham nenhuma devoção pelos Deuses de Dhagom porém respeitavam as divindades. De certa forma um ia aprendendo com o outro, tudo o que um aprendia tentava ensinar ao outro. Como as Ventanias Cortantes eram freqüentes na cidade de Hazzar e conseqüentemente as saídas de Sahadjy, Hazzar sempre estava com Spike. E assim viveram até atingirem a maioridade , quando finalmente resolveram deixar as suas cidades e seguir sua jornada juntos. Mas isso já é outra história...

Continua...