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PARTE I
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Assim que Hazzar atingiu seus 18 anos decidiu que ali não era mais seu lugar. Queria ele viver a sua própria vida, suas próprias histórias, queria ele conhecer os mistérios de um mundo tão grande que o cercara. Já sabia ele o suficiente sobre técnicas de luta, manuseio do arco e flecha ( a qual seu amiga Spike o ensinara) sobrevivência no deserto e muito sobre o Deus Ômega a qual tinha servido em prol de Sahadjy até o momento. Hazzar queria também ter um rumo para qual seguir assim que deixasse sua casa, ao contrário de Spike que tinha por si a idéia de que uma viajem sem rumo seria algo mais emocionante e imprevisível. Durante toda a sua juventude Hazzar viveu entre os vilarejos de Sallan e Sahack tendo ele nunca saído de sua cidade. Ao contar a Sahadjy sua intenção de sair dali e a sua busca de apenas um motivo ou rumo para qual seguir Sahadjy sem muitas palavras entendeu a vontade de seu pupilo e mesmo sabendo que ali estaria perdendo seu futuro sucessor ele pediu a Hazzar que o acompanhasse até até sua biblioteca no subsolo do templo onde pegou um livro a qual Hazzar nunca havia o visto antes e começou a contar a Hazzar uma história a qual futuramente mudaria sua vida dizendo:
- A milhões de anos existia sobre todo o universo e que há sobre ele um Deus chamado Ômega. Este Deus era o tudo e o nada, estava ele antes de todas as coisas se formarem. Visto que passaria ele a eternidade só, criou um ser oposto ao seu de poder igual para que o criticasse no que ele fizesse errado e para que pudesse ter alguém oposto a si como companhia para juntos formarem todas as coisas. Criara então o Deus Alpha. Este possuia poder igual ao de Ômega, porém apenas uma coisa Ômega podia fazer e Alpha não, fazer outros Deuses maiores. Este novo Deus assim que surgiu buscou para si todo o conhecimento e sabedoria, porém não era o bastante, sendo assim, Alpha começou a criar mundos, formas e seres para preencherem a expansão porém todos estes eram inanimados e sem movimento algum enquanto Ômega apenas observara. Visto que isto não o agradara, Alpha pediu a Ômega que criasse um poder para que as suas criações pudessem ter vontade própria e dessem a si mesmo seus movimentos. Ômega então criou a Deusa Mystérus que trouxe consigo o poder a qual Alpha havia solicitado a Ômega. Surgiu então a vida, poder este que encantou Ômega de tal forma a qual Alpha logo percebeu que seu criador havia se agradado muito de sua nova criação. Porém logo que Alpha criava e Mystérus vivificava Ômega viu a necessidade de se criar, assim como havia feito para si, um poder oposto a Mystérus a qual pudesse retirar a vida dos seres criados. Criou então contra a vontade de Alpha a Deusa Findhar e junto com ela surgiu a Morte que destruía os seres por inúmeros motivos dando assim um equilíbrio na criação. Havia então quatro Deuses sendo eles Ômega, Alpha, Mystérus e Findhar. Estes quatro Deuses habitavam sobre a expansão do infinito cada um em sua forma e sabedoria. E assim seguiram pela eternidade até o dia que Alpha, ao lado de Mystérus criou um mundo imenso. Era por fim a perfeição que Alpha tanto almejava, havia neste mundo espaço sificiente para criar inúmeras coisas, colocou neste mundo o nome de Dhagon. E assim foi, Alpha ao lado de Mystérus criou a terra, o mar e o fogo dando a eles também o poder de criarem a partir dali. Ômega que tudo observara até então, ficou tão feliz em ver o progresso de Alpha e Mystérus que ao lado de Findhar decidiram ajudar nesta criação doando a este mundo algo da qual seria possível sentir porém não ver, pudesse ser destruidor e imprevisível como Findhar e indiferente e imperceptível como Ômega. Alpha não admitiu a intromissão de Ômega na sua criação e sentiu-se ofendido de tal forma que iniciou uma batalha contra seu criador. Alpha havia em sua carreira buscado tanta sabedoria que logo viu que não poderia derrotar alguém com poder igual ao seu, sem contar que não havia em suas mãos o poder da Morte. No mínimo ficariam os dois batalhando por toda a eternidade. Sendo assim ele criou uma espécie de separação de dimensões na qual jogou Ômega eternamente, ficando livre dele sem precisar destruí-lo. Para que ele não pudesse mais voltar, Alpha selou esta dimensão em dez selos da qual espalhou sobre todos os dez continentes de Dhagon, a sua maior criação em expansão, não feliz com isso ele ainda escondeu a entrada desta outra dimensão também em Dhagon pondo sobre sua porta um guardião. Ômega foi selado ali para sempre enquanto ouvia-se dele dizer que mesmo trancafiado ele continuaria a ser aquele que tudo vê, tudo observa, que continuaria sendo o tudo e o nada e que algum dia retornaria para o acerto de contas com aquele que arrependera de ter criado. Findhar que até então guardava para si a inveja da união entre Alpha e Mystérus aproveitou o momento que Alpha selava Ômega eternamente na expansão para destruir Mystérus, porém ao mesmo tempo que Findhar tinha sobre si o poder da morte, Mystérus tinha o poder da vida. Sendo assim não conseguiu destruir Mystérus por completo, havia sido destruída a forma de Mystérus dentre os deuses porém seu poder de vivificar continuou entre eles. Sobrara da primeira geração de quatro Deuses apenas dois, ou seja, a metade dali em diante. Desta forma, Alpha e o poder da vida que restara de Mystérus criaram os elementos chamados deuses menores e estes por sua vez criaram o que hoje se pode ver em Dhagon. E vive até o dia de hoje o Deus Ômega, aquele que tudo vê, que tudo observa, aquele que é o tudo e o nada, trancado em outra dimensão aguardando o dia em que os dez selos serão encontrados para que só então ele possa ser liberto de sua prisão e reter para si o posto de ser maior entre os Deuses.
Acabando de contar a história, Sahadjy com tom de Orgulho fechou o livro e pondo sua mão sobre o ombro de Hazzar disse que aquele era o dia a qual ele esperava a tantos anos.
Continua...
sábado, 31 de janeiro de 2009
Hazzar Badin o Sérpio fugitivo – PARTE II – A história da criação...
Postado por Félix às 07:03
Marcadores: Contos: por Félix
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