Ao extremo norte do continente de Pangéia, há um pequeno vilarejo chamado Volare, onde começa nossa história.
Nesse vilarejo morava uma jovem donzela chamada Soléria. Esta era uma bela garota, com 19 anos, que morava com seu pai, ex-ferreiro do famoso Exército de Dhagon, no Martelo de Pedra a casa de armas mais famosa da região.
Certa noite, após um dia intenso de muito trabalho, Soléria resolve ir para cama mais cedo enquanto seu pai Ferreiro Cothy, como era conhecido desde quando pertenceu ao exército, terminava de limpar a loja da ferraria para ir à taberna.
Soléria adormeceu logo e foi então que teve a sensação de estar acordada, de pé em frente a um homem forte, com uma bela armadura dourada a sua frete e em um lugar onde nunca pensou existir, pois neste lugar não havia chão, portas, cores, ou qualquer outro objeto ou criatura. Não foi difícil de reconhecer este homem como o imponente deus da terra, Brahma. Soléria sentiu sua mão esquentar, como se um raio do sol tocasse sua pele num dia de frio intenso, assim que este nobre deus a pegou e olhando-a profundamente disse:
- Bela donzela, trouxe-a aqui para conceder-lhe algo que muitos almejam. Quero que seja a Knáz da Terra. A senhorita sabe o que isso significa, senhorita Soléria?
Ouvir seu nome ser pronunciado por um deus, o deus Brahma, o mais orgulho e imponente era maravilhoso e motivador. Ela ainda confusa, sem saber exatamente o que estava acontecendo respondeu:
- Serei sua representante máxima para os fies a Vossa Divindade e espero fazer isso da melhor forma possível e sem hesitar qualquer ordem.
Então o deus Brahma, com toda sua imponência soltou a mão da bela donzela e estendeu suas duas mãos com as palmas voltadas para ela e disse:
- Então acorde, pois terá um dia muito difícil e quando se der conta estará tudo muito confuso. Mantenha-se calma que está tudo pré-destinado a acontecer desta forma. Boa sorte bela donzela, nós nos encontraremos no Templo da Terra e não se esqueça que este deve demonstrar todo o imenso poder do deus mais forte.
Ao ouvir estas últimas palavras sendo proferidas pelo deus da terra, Soléria acorda como se nem tivesse deitado, mas sente algo diferente em seu corpo, algo que não podia explicar, mas sabia que havia algo errado por ali. Esta intuição foi confirmada quando gritos de seu pai e de outras pessoas seguidos de brandir de espadas ecoavam até seu quarto.
Soléria partiu desesperada em direção ao som, sentiu seu coração pulsar forte como se quisesse saltar de dentro do seu peito, o suor escorrer por seu rosto e suas as mão tremerem, como se alguém as sacudissem. Quando percebeu já estava no hall da ferraria de seu pai e deparou-se com ele, um senhor de 55 anos e traços de um velho guerreiro aposentado, lutando contra três homens que aparentavam ter metade da idade de seu pai e apresentava o vigor pulsante da juventude.
Um deles já estava muito ferido, pois com uma das mãos brandia sua espada e com a outra tentava estancar um ferimento no abdômen. Também notou que este homem estava com dificuldade para se locomover, pois mancava de uma das pernas.
Os outros dois tentavam defendê-lo e atacavam juntos o seu pai, estes não aparentavam nenhum ferimento e seu pai, ex-oficial do grande Exército de Dhagon, parecia agüentar mais algumas horas de intensa batalha.
A batalha parecia longe do fim e Soléria sentia-se inútil, ao notar-se incapaz de ajudar seu próprio pai, mesmo sabendo que a vida desta pessoa que ela tanto ama está correndo grande risco. Foi neste momento de sua lamentação, esse em que ela se sentia tão impotente e fraca, sabendo que só atrapalharia se tentasse ajudá-lo, que foi surpreendida por uma mão que puxou com força seus cabelos longos e negros e em seguida uma lâmina fria parava a alguns milímetros de seu pescoço. Um homem que parecia ser mais alto dono de uma voz rouca, mas um tanto agressiva disse segurando-a pelos cabelos e com sua adaga prestes a rasgar a garganta de Soléria:
- Hei coroa, é melhor desistir, se não a gata aqui vai acabar perdendo a cabeça de tão nervosa!
Todos os homens liberaram um sorriso entre os lábios, menos o pai de Soléria que nada disse nem expressou, apenas jogou sua espada no chão na posição em que se encontrava. Um dos dois homens que estavam próximos abaixou-se para apanhar a espada enquanto o outro posicionava-se pelas costas de seu pai e o que estava sentou-se próximo do balcão a direita de Soléria. Neste momento tudo foi tão rápido que seria impossível de ser descrito com exatidão por qualquer um que estivesse presente naquele momento, pois duas adagas curtas surgiram das mangas de seu pai, uma foi lançada entre os olhos do homem alto que a segurava e a outra foi fincada na nuca daquele que abaixou para recolher a espada, mas o terceiro, que estava posicionado pelas costas dele, por puro impulso, transferiu um golpe certeiro varando as costas do pai de Soléria, perfurando o coração e saindo pelo peito dele.
A ponta daquela lâmina cheia de sangue, sangue aquele que também corria em suas veias, escorria pelo ferimento até formar uma grande poça no chão. Não houve tempo de mais nada. Soléria ficou estática ao presenciar tudo aquilo e em seguida seu pai tombando ao chão.
O homem ferido levantou-se de num salto e seguiu em direção a Soléria dizendo:
- Agora você vai pagar por tudo que seu pai nós fez sua vad...
E foi interrompido por algo que surgiu do chão entre suas pernas e perfurou seu corpo, quando Soléria estendeu uma de suas mãos em direção a ele e ergueu como se levantasse algo em sua mão. O homem que havia matado o pai dela ficou apavorado ao ver seu parceiro ser ferido por uma lança de rocha que se projetava do solo, varando-o de baixo a cima.
Soléria nada disse, apenas arrancou outra lança recém projetada ao seu lado, virou-se para o último homem vivo naquele hall e atirou contra aquele que acabara de tirar a vida de seu último parente. Este, que virou para tentar desviar daquela lança que ele sabia ser mortal, teve seu coração perfurado da mesma forma em que perfurara seu inimigo a poucos minutos.
Soléria não entendia nada, pois nunca havia usado, visto ou manifestado qualquer dom para magia. Tudo aquilo só poderia ter uma explicação, seu sonho não fora um apenas um sonho, mas sim uma missão designada pelo próprio deus Brahma. E ela devia cumprir o que havia prometido ao deus. Então partiu no meio da noite, sem olhar para trás, e nem se preocupou com o que iriam dizer ou o que iriam pensar, apenas partiu, pois sabia que aquilo estava tudo predestinado a acontecer, como mencionara o próprio deus.
Ela apenas caminhou, não sabia para onde iria, nem onde poderia levar aquele caminho, mas seguiu em frente. Ao amanhecer deparou-se com uma imensa caverna, onde era habitado antigamente por mineradores e estes chamavam-na de Caverna do Diamante por conter apenas diamantes incrustados em seu interior. Foi então que ela teve a idéia de construir ali o templo solicitado por sua divindade e apenas ajoelhou-se e encostou suavemente suas mãos no solo daquele lugar, em seguida surgiu como se nascesse de dentro das paredes da caverna todas aquelas torres e muralhas.
Após todo seu ritual ficou esgotada e adormeceu ali mesmo no solo em que estava. Então Brahma surgiu em seu sonho e disse tocando-lhe a face:
- Obrigado pela coragem, força e perseverança que demonstrou hoje, você sem dúvida é a minha Knáz da Terra e recebera todos os poderes que deve possuir.
Soléria sentiu Brahma abraçar-lhe forte pela cintura e em seguida possuí-la como jamais alguém havia feito.
Volare, o vilarejo, logo mudou para as redondezas do templo junto com outros vilarejos por onde percorreram os boatos do ocorrido, e então foi fundada uma cidade que levava o no de Soléria Tempel.
O deus não a procurou durante um ano inteiro, mas antes desse tempo, mais precisamente em 9 meses, nascia dentro dos muros do Templo da Terra um belo e forte menino cujo a mãe e o pai ele não conheceria tão cedo, pois sua mãe, Soléria, pediu para que uma de suas auxiliares no templo, levassem a criança para outra cidade e deixassem à porta de uma casa, que aparentasse ser de grandes posses, dentro de um cesto e com uma carta com os seguintes dizeres escritos por ela mesma: “Prezados Senhores: espero que cuide bem de meu filho, pois ele é muito especial e temo por sua segurança, pois seu pai poderá matá-lo se descobrir sua existência. Obrigado e que os deuses os protejam”.
Continua...
Nesse vilarejo morava uma jovem donzela chamada Soléria. Esta era uma bela garota, com 19 anos, que morava com seu pai, ex-ferreiro do famoso Exército de Dhagon, no Martelo de Pedra a casa de armas mais famosa da região.
Certa noite, após um dia intenso de muito trabalho, Soléria resolve ir para cama mais cedo enquanto seu pai Ferreiro Cothy, como era conhecido desde quando pertenceu ao exército, terminava de limpar a loja da ferraria para ir à taberna.
Soléria adormeceu logo e foi então que teve a sensação de estar acordada, de pé em frente a um homem forte, com uma bela armadura dourada a sua frete e em um lugar onde nunca pensou existir, pois neste lugar não havia chão, portas, cores, ou qualquer outro objeto ou criatura. Não foi difícil de reconhecer este homem como o imponente deus da terra, Brahma. Soléria sentiu sua mão esquentar, como se um raio do sol tocasse sua pele num dia de frio intenso, assim que este nobre deus a pegou e olhando-a profundamente disse:
- Bela donzela, trouxe-a aqui para conceder-lhe algo que muitos almejam. Quero que seja a Knáz da Terra. A senhorita sabe o que isso significa, senhorita Soléria?
Ouvir seu nome ser pronunciado por um deus, o deus Brahma, o mais orgulho e imponente era maravilhoso e motivador. Ela ainda confusa, sem saber exatamente o que estava acontecendo respondeu:
- Serei sua representante máxima para os fies a Vossa Divindade e espero fazer isso da melhor forma possível e sem hesitar qualquer ordem.
Então o deus Brahma, com toda sua imponência soltou a mão da bela donzela e estendeu suas duas mãos com as palmas voltadas para ela e disse:
- Então acorde, pois terá um dia muito difícil e quando se der conta estará tudo muito confuso. Mantenha-se calma que está tudo pré-destinado a acontecer desta forma. Boa sorte bela donzela, nós nos encontraremos no Templo da Terra e não se esqueça que este deve demonstrar todo o imenso poder do deus mais forte.
Ao ouvir estas últimas palavras sendo proferidas pelo deus da terra, Soléria acorda como se nem tivesse deitado, mas sente algo diferente em seu corpo, algo que não podia explicar, mas sabia que havia algo errado por ali. Esta intuição foi confirmada quando gritos de seu pai e de outras pessoas seguidos de brandir de espadas ecoavam até seu quarto.
Soléria partiu desesperada em direção ao som, sentiu seu coração pulsar forte como se quisesse saltar de dentro do seu peito, o suor escorrer por seu rosto e suas as mão tremerem, como se alguém as sacudissem. Quando percebeu já estava no hall da ferraria de seu pai e deparou-se com ele, um senhor de 55 anos e traços de um velho guerreiro aposentado, lutando contra três homens que aparentavam ter metade da idade de seu pai e apresentava o vigor pulsante da juventude.
Um deles já estava muito ferido, pois com uma das mãos brandia sua espada e com a outra tentava estancar um ferimento no abdômen. Também notou que este homem estava com dificuldade para se locomover, pois mancava de uma das pernas.
Os outros dois tentavam defendê-lo e atacavam juntos o seu pai, estes não aparentavam nenhum ferimento e seu pai, ex-oficial do grande Exército de Dhagon, parecia agüentar mais algumas horas de intensa batalha.
A batalha parecia longe do fim e Soléria sentia-se inútil, ao notar-se incapaz de ajudar seu próprio pai, mesmo sabendo que a vida desta pessoa que ela tanto ama está correndo grande risco. Foi neste momento de sua lamentação, esse em que ela se sentia tão impotente e fraca, sabendo que só atrapalharia se tentasse ajudá-lo, que foi surpreendida por uma mão que puxou com força seus cabelos longos e negros e em seguida uma lâmina fria parava a alguns milímetros de seu pescoço. Um homem que parecia ser mais alto dono de uma voz rouca, mas um tanto agressiva disse segurando-a pelos cabelos e com sua adaga prestes a rasgar a garganta de Soléria:
- Hei coroa, é melhor desistir, se não a gata aqui vai acabar perdendo a cabeça de tão nervosa!
Todos os homens liberaram um sorriso entre os lábios, menos o pai de Soléria que nada disse nem expressou, apenas jogou sua espada no chão na posição em que se encontrava. Um dos dois homens que estavam próximos abaixou-se para apanhar a espada enquanto o outro posicionava-se pelas costas de seu pai e o que estava sentou-se próximo do balcão a direita de Soléria. Neste momento tudo foi tão rápido que seria impossível de ser descrito com exatidão por qualquer um que estivesse presente naquele momento, pois duas adagas curtas surgiram das mangas de seu pai, uma foi lançada entre os olhos do homem alto que a segurava e a outra foi fincada na nuca daquele que abaixou para recolher a espada, mas o terceiro, que estava posicionado pelas costas dele, por puro impulso, transferiu um golpe certeiro varando as costas do pai de Soléria, perfurando o coração e saindo pelo peito dele.
A ponta daquela lâmina cheia de sangue, sangue aquele que também corria em suas veias, escorria pelo ferimento até formar uma grande poça no chão. Não houve tempo de mais nada. Soléria ficou estática ao presenciar tudo aquilo e em seguida seu pai tombando ao chão.
O homem ferido levantou-se de num salto e seguiu em direção a Soléria dizendo:
- Agora você vai pagar por tudo que seu pai nós fez sua vad...
E foi interrompido por algo que surgiu do chão entre suas pernas e perfurou seu corpo, quando Soléria estendeu uma de suas mãos em direção a ele e ergueu como se levantasse algo em sua mão. O homem que havia matado o pai dela ficou apavorado ao ver seu parceiro ser ferido por uma lança de rocha que se projetava do solo, varando-o de baixo a cima.
Soléria nada disse, apenas arrancou outra lança recém projetada ao seu lado, virou-se para o último homem vivo naquele hall e atirou contra aquele que acabara de tirar a vida de seu último parente. Este, que virou para tentar desviar daquela lança que ele sabia ser mortal, teve seu coração perfurado da mesma forma em que perfurara seu inimigo a poucos minutos.
Soléria não entendia nada, pois nunca havia usado, visto ou manifestado qualquer dom para magia. Tudo aquilo só poderia ter uma explicação, seu sonho não fora um apenas um sonho, mas sim uma missão designada pelo próprio deus Brahma. E ela devia cumprir o que havia prometido ao deus. Então partiu no meio da noite, sem olhar para trás, e nem se preocupou com o que iriam dizer ou o que iriam pensar, apenas partiu, pois sabia que aquilo estava tudo predestinado a acontecer, como mencionara o próprio deus.
Ela apenas caminhou, não sabia para onde iria, nem onde poderia levar aquele caminho, mas seguiu em frente. Ao amanhecer deparou-se com uma imensa caverna, onde era habitado antigamente por mineradores e estes chamavam-na de Caverna do Diamante por conter apenas diamantes incrustados em seu interior. Foi então que ela teve a idéia de construir ali o templo solicitado por sua divindade e apenas ajoelhou-se e encostou suavemente suas mãos no solo daquele lugar, em seguida surgiu como se nascesse de dentro das paredes da caverna todas aquelas torres e muralhas.
Após todo seu ritual ficou esgotada e adormeceu ali mesmo no solo em que estava. Então Brahma surgiu em seu sonho e disse tocando-lhe a face:
- Obrigado pela coragem, força e perseverança que demonstrou hoje, você sem dúvida é a minha Knáz da Terra e recebera todos os poderes que deve possuir.
Soléria sentiu Brahma abraçar-lhe forte pela cintura e em seguida possuí-la como jamais alguém havia feito.
Volare, o vilarejo, logo mudou para as redondezas do templo junto com outros vilarejos por onde percorreram os boatos do ocorrido, e então foi fundada uma cidade que levava o no de Soléria Tempel.
O deus não a procurou durante um ano inteiro, mas antes desse tempo, mais precisamente em 9 meses, nascia dentro dos muros do Templo da Terra um belo e forte menino cujo a mãe e o pai ele não conheceria tão cedo, pois sua mãe, Soléria, pediu para que uma de suas auxiliares no templo, levassem a criança para outra cidade e deixassem à porta de uma casa, que aparentasse ser de grandes posses, dentro de um cesto e com uma carta com os seguintes dizeres escritos por ela mesma: “Prezados Senhores: espero que cuide bem de meu filho, pois ele é muito especial e temo por sua segurança, pois seu pai poderá matá-lo se descobrir sua existência. Obrigado e que os deuses os protejam”.
Continua...
1 comentários:
"Ao extremo norte do continente de Pangéia, há um pequeno vilarejo chamado Volare, onde começa nossa história."
Saudações!!!
O texto tem uma narrativa muito intenso, e de uma estraordinária originalidade, mas o começo da narrativa dessa história poderia ser mais esclarecedora para os seus leitores, mesmo que dentro da narrativa vcs entrassem com mais descrições (Lembrando que na narrativa se pode fazer um texto descritivo, mas um descritivo jamais se pode colocar uma narrativa), mas não fica muito atrás de famosos contos medievais, e por isso congratulo vcs...
Espero que trabalhem um pouco mais nos detalhes, para passar para o leitor a emoção que seus personagens estão sofrendo...
Um everencial abraço a todos...
Primo Junior... tu é o cara!!!
até
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