domingo, 1 de fevereiro de 2009

Hazzar Badin o Sérpio fugitivo – PARTE III – Uma história de aventura se inicia...

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PARTE II

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Hazzar nunca em toda sua criação ao lado de Sahadjy havia tido uma conversa com seu mestre com mais de três frases dele, vendo-o dizer toda aquela história ficou surpreso porém continuou a ouví-lo:


- Bom Hazzar, durante toda minha vida diquei-me a descobir onde estes selos estão e despertar o meu Deus porém sozinho não pude descobrir muita coisa, aliás, como um Knáz não poderia eu abandonar o templo por muito tempo. Minhas saídas como você mesmo sabe apenas se baseam nos dias em que a cidade está sob o efeito das Ventanias Cortantes pois nestes dias o templo obviamente não é visitado. Porém, desde que o vi dormindo nos escombros de sua casa naquele dia em que te adotei sabia eu que um dia você continuaria minha busca. Se você procura um motivo para sua jornada eu tenho este para você.

Naquele momento, abrindo os braços o velho Sahadjy começou a flutuar sobre a pequena biblioteca sob uma alra negra a sua volta, um vento começou a fazer sobrevoar sobre a sala folhas e o pó que nela havia. Hazzar assustado com o que via caiu sobre o chão e não acreditando acompanhava o ocorrido enquanto se apoiava na cadeira mais próxima. Sahadjy sobrevoando fechou seus olhos e os abriu totalmente brancos em seguida sob o poder do lethos (magia de Dhagon), magia esta que Hazzar raramente viu seu mestre usar, logo em seguida uma espécie de holograma como um mapa começou a passar a frente dos dois mostrando Dhagon até afunilar-se ao continente de Phornária ao norte do planeta. Assim que a imagem se formou completamente Sahadjy ainda sobre o efeito do lethos começou a falar:

- Este é o continente de Phornária Hazzar, este continente fica ao norte de Dhagon após Animália e Silvícule a leste e após Naraya e Metália a oeste. Sua busca começará neste continente, conhecido por ser habitado pelos poderosos Drapitílos. Nesta terra você vai encontrar um Draptílo chamado Tohell...

Ao dizer isso a imagem do continente novamente se afunilou por dentro de Phornária até chegar em um imenso castelo feito de pedras vulcânicas erguido em uma base rochosa emergida dentre um dos imensos lagos de larva ardente normais neste continente Vulcânico.

... Este Draptílo encontrou e possui em seu poder o selo que foi escondido lá por Alpha. Porém cuidado Hazzar, este Draptílo é conhecido por escravizar, torturar e fazer experiências mágicas com outras raças. Ele possui imenso poder além de ter uma mente fria e lunática para o mal. Seja cauteloso, durante sua jornada você vai passar por lugares nunca antes visitados por você, vai conhecer pessoas boas e más, amigos e traidores, poderosos e fracos, porém não os faça desistir de sua meta, seu destino é muito maior do que você pode imaginar.

Após dizer tudo isso Sahadjy lentamente foi voltando ao chão fazendo cessar o vento dentro sala. Novamente ele fechou seus olhos e os abriu desta vez com suas pupilas a vista. A alra negra a sua volta também desapareceu e ele voltando ao normal pegou sua capa a qual ele usava para sair dentre as Ventanias Cortantes e dando-a a Hazzar tentando inibir com toda a sua força as lágrimas nos olhos disse mais:

- Pronto Hazzar, tome esta capa para que não esqueça de suas origens e deste velho Knáz que o criou. Tenho orgulho do Sérpio que você se tornou. Agora vá!

Imediatamente Hazzar levantou-se do chão, pegou a capa e também com lágrimas nos olhos pensou em dar um abraço em seu mestre, porém logo em seguida lhe veio em mente o rígido e calado Sahadjy que o criara a qual nunca se permitiria render-se a emoção da despedida. Sendo assim ele, também tentando inibir todo seu sentimentalismo saiu do templo para nunca mais voltar quando ouviu de lá dentro talvez pela ultima vez a voz de Sahadjy dizendo:

- Que os olhos daquele que tudo que vê lhe acompanhem!...F... Fil... Filho!

Naquele instante, já fora do templo, como que uma faca aquela frase o paralisou e por eternos milésimos inúmeras perguntas vieram a sua mente. Seria Sahadjy seu pai? Ou estaria ele apenas dizendo aquilo por força de expressão naquele momento sentimentalista? Talvez por tê-lo criado ele sentia-se seu pai... Ou talvez ele fosse realmente seu pai... Seria esta a resposta para ele ser criado pelo Knáz a qual nunca se apegou a ninguém? Seria esta a resposta para sua mãe ter se suicidado para que Ikrazius nunca descobrisse quem era seu pai? Esta questões foram apenas um grão de areia no imenso deserto de questões que passaram em sua mente naquele instante porém Hazzar engoliu a seco a dúvida que poderia perseguí-lo por toda a sua vida e recompondo-se seguiu adiante até a vila seguinte para encontrar seu amigo Spike e seguirem finalmente rumo a Phornária, o continente mais quente de Dhagon.

Continua...

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